URGÊNCIAS 24/7/365

969 203 500

chamada para rede móvel nacional

ESPONDILOSE EM CÃES E GATOS

2026-03-26

A espondilose, também chamada de espondilose deformante, é uma doença degenerativa da coluna vertebral, caracterizada pela formação de pontes ósseas (osteófitos) entre as vértebras, também conhecidas como "bicos de papagaio". Ao contrário da discospondilose, esta não é uma doença infecciosa, estando mais associada ao envelhecimento e ao desgaste natural da coluna.

Embora seja frequentemente diagnosticada em cães, especialmente os mais idosos, também pode ocorrer em gatos.

O que causa a espondilose?

  • Envelhecimento;
  • Desgaste articular;
  • Microtraumatismos repetidos;
  • Instabilidade da coluna;
  • Predisposição genética.

Animais mais predispostos:

  • Cães de meia-idade a idosos;
  • Raças grandes e gigantes;
  • Animais com histórico de esforço fí­sico intenso;
  • Animais com excesso de peso.

Quais são os sinais clínicos?

  • Rigidez, especialmente após repouso;
  • Dificuldade em levantar-se, saltar ou subir escadas;
  • Diminuição da atividade;
  • Dor na manipulação da coluna;
  • Alterações na postura;
  • Fraqueza;
  • Claudicação.
  • Alterações neurológicas (raras).

Como é feito o diagnóstico?

  • Exame clí­nico ortopédico e neurológico;
  • Radiografias da coluna (onde são visí­veis as pontes ósseas entre vértebras).

Tratamento e gestão da doença:

  • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios conforme necessário.
  • Condroprotetores podem ajudar a manter a saúde das articulações.
  • Exercí­cios controlados, hidroterapia e outras técnicas ajudam a melhorar mobilidade e reduzir dor.
  • Fundamental para reduzir a sobrecarga na coluna.
  • Evitar tanto o sedentarismo como o esforço excessivo.
  • Rampas, camas confortáveis e evitar superfícies escorregadias podem fazer grande diferença.
  • Indicada apenas em casos com compressão neurológica significativa.

Prognóstico:

A espondilose é uma condição crónica e progressiva, mas muitos animais vivem confortavelmente durante anos com acompanhamento adequado. A presença de alterações radiográficas nem sempre significa doença clí­nica significativa.

Prevenção:

  • Manter o peso ideal
  • Promover exercí­cio regular e adequado
  • Evitar esforços excessivos ou repetitivos
  • Realizar check-ups veterinários regulares